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TI para Negócios

Como fazer a tecnologia trabalhar pelo seu sucesso e da sua empresa

Por Marildo Matta, Diretor de Inteligência Artificial da Plusoft

Ao contrário do que se espera, ou teme, a Inteligência Artificial criará mais empregos em um futuro próximo. A estimativa é que serão geradas, pelo menos, dois milhões de vagas até 2025. Porém, um contraponto importante levantado pelo relatório da McKinsey Global Institute é que 30% dos empregos atuais mundiais poderão ser automatizados até 2030. Então, a pergunta que surge é: Como serão as profissões e os profissionais daqui a alguns anos? É nítido que os seres humanos terão que se readaptar à nova realidade e que algumas funções, antes executadas por pessoas, serão feitas somente por máquinas.

Com a chegada da Transformação Digital, o universo corporativo e os negócios como um todo foram forçados a se adaptarem e traçar novas estratégias de sobrevivência. Implantar e sustentar mudanças tecnológicas significativas nas empresas é uma tarefa que exige planejamento e, acima de tudo, que os colaboradores estejam engajados e prontos para mergulharem no digital. Pessoas que insistirem em não aceitar essa transformação e manter os processos de trabalho ultrapassados perderão competitividade no mercado.

Segundo o Gartner, o ano de 2020 será marcado pelo aumento da geração de empregos, e o ponto interessante é que a IA se tornará um positivo motivador desse acontecimento. Além do surgimento de novas frentes de atuação, estudos estimam que a forte presença da IA no mundo corporativo fará com que setores como o da educação, saúde e do governo tenham uma crescente demanda de empregos.

Melhorar a produtividade, reduzir o número de falhas e aumentar a qualidade dos serviços e produtos oferecidos são metas de todas as empresas. E esse patamar de excelência só pode ser alcançado com o auxílio da tecnologia. A Inteligência Artificial, por sua vez, irá aumentar a eficácia e dará oportunidades para os funcionários atuarem com trabalhos que exigem raciocínio e estratégia.

Para os líderes de TI, o momento é de entender essas transformações tanto nas empresas, como nos quadros de funções dos colaboradores e incentivar a familiarização com a IA para enriquecer o emprego das pessoas, reimaginar tarefas antigas e criar soluções. É hora de transformar a cultura organizacional para torná-la rapidamente adaptável a oportunidades ou ameaças relacionadas a essa tecnologia.

Estudos ainda apontam que, em 2022, um em cada cinco trabalhadores envolvidos nas tarefas não rotineiras dependerão da Inteligência Artificial para executar um trabalho. Segundo estimativas do Gartner, essa aderência da tecnologia nas empresas deve gerar US$ 2,9 trilhões em valor comercial e recuperar 6,2 bilhões em horas de produtividade do trabalhador. A ideia de implantar essa tecnologia nas corporações é que ela sirva para ajudar os seres humanos, ao invés de substituí-los, uma vez que a sua combinação com as máquinas funciona de forma mais eficaz e assertiva.

Conhecer os benefícios das tecnologias nos faz refletir e ter a certeza de que o avanço da Transformação Digital aconteceu não para prejudicar os profissionais, nem para tirar seus cargos. É uma vantagem que veio para tirar das pessoas a responsabilidade de fazer trabalhos braçais ou repetitórios e mostrar que esses colaboradores têm a oportunidade de mostrar capacidade suficiente para executar tarefas mais importantes para o andamento dos negócios: a parte estratégica.

Se cada um, humano e máquina, fizer seu papel com eficiência e juntos, os processos tendem a melhorar. A Inteligência Artificial está incumbida de executar com excelência, o ser humano está incumbido de analisar esse trabalho e dar sua palavra final.

Estratégias de marketing digital apresentam melhores resultados quando os times de marketing e vendas trabalham alinhados. É o que aponta a 4ª edição do O Estado do Inbound 2018, realizada pela HubSpot. 30% dos entrevistados apontam as indicações vindas da equipe de marketing como melhor fonte de leads – este índice era de apenas 21% em 2016. Além disso, a comunicação digital ganha cada vez mais espaço entre as estratégias de vendas, hoje, 82% das empresas afirmam se relacionar com clientes e prospects por meio de e-mails.

“Antes de mais nada, percebemos que o marketing digital não funciona quando se trabalha sozinho. As equipes que relataram forte alinhamento entre as áreas de marketing e vendas conseguem perceber crescimento maior, em termos de orçamento, e em número de leads”, afirma Rodrigo Souto, gerente de Marketing da HubSpot para o Brasil. “Na HubSpot procuramos unir sempre as duas frentes em nossas soluções. Por exemplo, oferecemos uma ferramenta de CRM gratuita por entender que é preciso centralizar as informações de vendas e prospecções no mesmo ambiente em que são gerenciadas as estratégias de inbound marketing. Com o estudo, constatamos que 31% dos executivos de vendas gastam mais de uma hora por dia com o cadastro de informações em uma plataforma de gestão. É preciso aproveitar esses dados da maneira mais inteligente possível, já que esta é uma forma de simplificar os processos e otimizar os resultados”, explica.

O Estado do Inbound aponta que fechar mais negócios ainda é o principal foco dos times de vendas. Mas, as vendas por social selling ganham cada vez mais importância onde utilizar uma marca pessoal ou o relacionamento para atingir as pessoas certas nos negócios é uma das maneiras mais eficazes para obter resultados. Isso porque a maior parte dos leads, atualmente, vem de indicações.

Outros dados da pesquisa

Na América Latina, 70% dos entrevistados apontam o fechamento de negócios como prioridade dos times de vendas. Na sequência, estão o social selling, com 40%, o aumento da eficiência do funil de vendas (39%), o treinamento do time de vendas (29%) e a redução do ciclo de vendas (29%);
Entre os maiores desafios dos times de vendas, em comparação com 2 ou 3 anos atrás, estão o envolvimento de diversos tomadores de decisão no processo de compras, o fechamento de negócios e o recebimento de respostas dos prospects. 36% dos pesquisaram apontaram essas três questões como tarefas mais difíceis, seguidas de identificação de bons leads (31%), dificuldade em evitar descontos nas negociações (25%) e contato por telefone (21%);
55% dos entrevistados afirmaram ter dificuldades em atividades pré-vendas.

Metodologia

Para o levantamento “O Estado do Inbound 2018”, foram mais de 6 mil pessoas entrevistadas em 99 países – 36% delas de América Latina. O estudo foi feito de fevereiro a março de 2018 e a amostra é composta, majoritariamente, por respostas voluntárias de contatos e parceiros da HubSpot (a empresa suplementou um número menor de respostas do painel em determinadas regiões, como sudeste da Ásia e Europa central para garantir o tamanho de amostra válido).

A base de pesquisa é formada por diretoria executiva como CEOs e CMOs (23%), vice-presidentes (3%), diretores (11%), gerentes (27%) e colaboradores individuais (28%). A amostra foi obtida por meio da Luc.id, um provedor de painel de pesquisa.

A Rumo utiliza a Internet das Coisas para assegurar aumentos constantes de eficiência e produtividade em suas operações ferroviárias. Implementado em março de 2017, o Sistema Supervisório já se firmou como uma ferramenta essencial do gerenciamento moderno e preditivo nos mais de 12 mil quilômetros de vias férreas administradas pela Companhia. Os resultados mais relevantes foram a redução do tempo nas análises de falhas em vagões e trilhos e identificações precisas de defeitos em vias e vagões. Exames que levavam dois dias, por exemplo, agora são feitos em uma hora.

“O sistema processa cerca de 360 mil mensagens por dia, que chegam de todos os equipamentos instalados em pontos estratégicos das malhas das Operações Norte e Sul”, diz Alan Rafael Ten Caten, gerente de tecnologia da informação da Rumo. “São informações e check-ups constantes”.

O “esqueleto” do Supervisório é formado por 1.163 detectores de descarrilamento de via e vagão (DDSs), 34 equipamentos de lubrificação de trilhos, 28 Hotboxes (controladores de temperatura dos rodeiros e rolamentos dos vagões), dois ColdWheels (medem a temperatura das rodas dos vagões) e um Atlas (software de análise de dados).

Nos últimos 16 meses, 94 trilhos quebrados foram processados pelo monitoramento do Supervisório, ajudando a evitar possíveis acidentes e direcionando de maneira inteligente os serviços de manutenção da Companhia.

As análises preventivas também ganharam um novo patamar de eficiência, principalmente por meio da interação do Supervisório com equipamentos como o Coldwheels e o Hotbox. “No caso dos Coldwheels, antes de usarmos o sistema de Internet das Coisas, nossa Engenharia levava dois dias para ter a análise das rodas frias e as tendências que cada uma poderia ter em operações futuras”, afirma Caten. “Agora, esse mesmo exame é feito em uma hora.”

Com o Hotbox, o Supervisório recebe alarmes no mesmo momento em que qualquer um dos 25 mil vagões da frota da Rumo apresentem alguma anormalidade durante uma operação. Recebido o alarme, a equipe da Rumo faz uma análise preditiva dos componentes do rodeiro e rolamento para identificar o tipo de defeito.

“Antes do novo sistema, o time de Engenharia de Manutenção que analisava esses dados baixava o log direto do Hotbox, tabulava em uma planilha e passava vagão a vagão em uma composição para identificar qual estava com problemas. Agora, o ganho de tempo é imensurável pois eles analisam diretamente o vagão que precisa ser reparado”, diz o gerente de TI da Rumo.